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Guerreiros do Pantanal

Tropas especiais do Exército Brasileiro

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Tropas especiais do Exército Brasileiro: Guerreiros do Pantanal

 
Para completar com sucesso suas missões, as Forças Armadas brasileiras contam com unidades especiais que operam em situações de alto risco. No caso do Exército Brasileiro, há grupamentos preparados para atuar em diversos espaços e condições climáticas, que requerem conhecimentos específicos.

Guerreiros do Pantanal

Os Guerreiros do Pantanal são os combatentes que atuam nas diversas operações realizadas no bioma pantaneiro. Fazem parte do 17º Batalhão de Fronteira, também chamado de Batalhão Antônio Maria Coelho, localizado em Corumbá (MS). Esse batalhão é responsável por cuidar da segurança das fronteiras entre Brasil e Bolívia. Após terminarem o treinamento, os Guerreiros do Pantanal passam a utilizar um gorro verde-escuro e um distintivo com o símbolo de um jacaré.
 
Créditos: Exército Brasileiro


O patrulhamento das fronteiras é uma das funções mais fundamentais dos Guerreiros do Pantanal. Consiste no bloqueio de passagens, na revista de embarcações e de veículos, além do monitoramento de postos, com o objetivo de impedir as atividades ilícitas realizadas nas áreas de fronteira. Com o fortalecimento da presença do Estado nessas regiões, previne-se os diversos tipos de tráfico e contrabando: de pessoas, bebidas, cigarros, drogas, armas, entre outros.

Estágio

O estágio aplicado tanto aos Guerreiros do Pantanal quanto aos demais integrantes do Comando Militar do Oeste é chamado de Estágio de Operações no Pantanal (EOPan). Criado em 1998, ele acontece duas vezes por ano e é realizado no Centro de Instrução de Operações Especiais do Pantanal (CIOpPan). No primeiro semestre, quem passa pelo estágio são os Oficiais do Exército; já no segundo semestre, o treinamento é direcionado aos Sargentos e aos alunos da Escola de Sargentos das Armas (EsSA).


Créditos: Exército Brasileiro.


O EOPan tem duração de quatro semanas, ou 572 horas, e possui três fases:

Primeira fase:

Duração: uma semana;

Os conhecimentos repassados aos combatentes nessa etapa do treinamento são voltados à sobrevivência no bioma pantaneiro, incluindo características relacionadas à fauna, à flora e ao relevo. Para finalizar essa etapa, os participantes participam de uma atividade prática em local isolado no Pantanal.

Segunda fase:

Duração: uma semana;

Os participantes do curso aprendem técnicas de movimentação, comunicação e orientação em todos os ambientes – ou seja, em terra, água e ar. É a partir desse momento do treinamento que são iniciados nas técnicas mais básicas de combate. Ao fim da semana, realiza-se o chamado Exercício de Desenvolvimento de Liderança, que testa o nível de aprendizado dos combatentes.

Terceira fase:

Duração: duas semanas;

É a mais difícil de todo o estágio, na qual os Oficiais ou Sargentos são ensinados a planejar e executar uma infiltração, assim como o retorno à base de operações. Em outras palavras, é a parte em que se tornam capazes de conduzir uma operação complexa no bioma do Pantanal. A doutrina do Exército também é fortemente abordada nessa etapa.
 
 

 

 

Ao final do treinamento, os oficiais estarão aptos a realizar as seguintes atividades nos ambientes do Pantanal:

✓ Utilizar técnicas básicas de sobrevivência;

✓ Utilizar técnicas de natação;

✓ Utilizar técnicas de orientação e navegação;

✓ Manusear equipamentos e materiais específicos;

✓ Melhorar o condicionamento físico e psicológico em situações de risco;

✓ Executar operações de defesa interna e externa.


 

Dificuldades do bioma

O Pantanal é um dos terrenos mais difíceis para as tropas do Exército Brasileiro. A primeira dificuldade encontrada está no fato de que é uma das maiores planícies de inundação contínua do mundo. Os dados divergem de acordo com as fontes, mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente, são 250 mil km² de área e 300 km de fronteira para proteger. A maior parte do Pantanal está localizada nos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.

Além da inundação, outros fatores influenciam no grau de complexidade das operações nos ambientes pantaneiros. O calor é um dos principais desafios dos Guerreiros do Pantanal: a temperatura média anual é de 25º, mas pode aumentar oito graus ou mais durante o verão. A fauna e a flora também constituem um obstáculo, tanto pelo desconhecimento quanto pela dificuldade de acesso e de movimentação. A Oração do Guerreiro do Pantanal resume bem os perigos enfrentados por esses combatentes.
 

 

Oração do Guerreiro do Pantanal

Senhor!

Vós que fizeste do dilúvio ressurgir a terra,

Criastes dessas entranhas o Pantanal.

Com insetos e espinheiros;

O perigo das matas;

O calor e a friagem;

As enchentes e os segredos das águas.

Mas, Senhor, só vós sois Deus

A última luz do universo.

Transformai as forças da natureza

No poder do seu próprio defensor

Fazei explodir a coragem

Multiplicar a força e consolidar a fé.

Pois aqui, Senhor

Da mistura de lama e sangue do passado,

Empunhando o aço de divina têmpera

Criastes o Guerreiro do Pantanal.

A subjugar o invasor e o adverso.



PANTANAL!

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